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Prescrição Inadequada de Medicamentos
Data: 06/05/2006 | Fonte: Depto de Comunicação

Prescrição inadequada de medicamentos para DST.s
Pesquisa da UnB mostra que atendentes de farmácias prescrevem remédios inadequados e em dosagem errada para pessoas com DSTs. (Doenças Sexualmente Transmissíveis). A Prática atrasa a cura, agrava a doença e pode levar à morte.
Maria Ferri
Da equipe do Correio

Sem qualificação para prescrever remédios, balconistas de drogarias de Brasília induzem pessoas que afirmam estar infectadas por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) a comprar diuréticos, medicamentos recomendados a hipertensos. Pesquisa realizada pela farmacêutica Janeth de Oliveira Silva Naves, em 70 drogarias, para uma tese de doutorado apresentada na Universidade de Brasília (UnB), revelou que os atendentes indicam remédios ou dosagens erradas. O levantamento apontou outros problemas graves: despreparados, os balconistas não oferecem às pessoas atendidas orientações básicas como tratar também os parceiros e usar preservativos, fatores que ajudam a conter o avanço de doenças como HPV, sífilis, hepatite B, gonorréia e Aids.
As DSTs são transmitidas pelo contato sexual desprotegido, por transfusão de sangue, seringas compartilhadas, ou da mãe para o filho durante a gravidez e o parto. Se não forem tratadas corretamente, há conseqüências graves, como na sífilis, que leva à cegueira, paralisia, problemas cerebrais e cardíacos, e até à morte. A pesquisa revelou que, em 70% das farmácias, os atendentes venderam medicamentos sem receita. E 100% das recomendações estavam erradas, principalmente quanto à dosagem e duração.
Segundo Janeth Naves, tratamentos inadequados representam risco porque mantêm a cadeia de transmissão. “Doenças que poderiam ser curadas imediatamente podem levar a abortos, infertilidade, problemas neurológicos e até ao câncer”, explicou. De acordo com a pesquisa, apenas 30% dos entrevistados foram orientados a buscar atendimento médico. O levantamento foi feito por 20 alunos da UnB e da Universidade Católica de Brasília. Os voluntários, todos homens, simularam sintomas de DSTs e visitaram 70 das 283 drogarias de Brasília e Taguatinga. “Os balconistas improvisavam no atendimento. Indicavam a medicação sem noção do diagnóstico. Tudo para não perder a venda”, contou o estudante da UnB Sílvio (nome fictício, a pedido do entrevistado), 22, que participou da pesquisa.
Para avaliar o procedimento adotado nas farmácias, a pesquisadora fez uma comparação com o fluxograma de tratamento recomendado pelo Ministério da Saúde. “Quando indicavam certo, a dosagem estava errada. E encontramos os absurdos, como a indicação de diurético. Em DSTs, ele não resolve nada e gera um incômodo, pois as pessoas com ardência ao urinar são obrigadas a urinar ainda mais”, explica Janeth.
O autônomo Paulo (nome fictício), 46 anos, teve problemas sérios por buscar ajuda errada. “Tive uma relação sexual sem camisinha e peguei gonorréia. Por vergonha, procurei a farmácia e receitaram antibióticos”, lembra o morador de Planaltina. Os sintomas desapareceram, mas o problema voltou dois meses depois. Ele insistiu mais duas vezes. Passados seis meses, Paulo procurou o médico, mas já estava com complicações. “A bactéria ficou mais resistente ao antibiótico, indicado em doses inadequadas.”
Por meio de exames pedidos pelo médico, Paulo descobriu que era portador de outras doenças graves: sífilis e Aids. “Fiquei muito doente e precisei ser hospitalizado. Se tivesse começado o tratamento correto antes, não teria sofrido tanto.” O presidente da Associação Brasiliense de Combate à Aids (Grupo Arco Íris), Antônio Lisboa, alerta que o combate à doença começa com a prevenção contra DSTs. “Elas são porta de entrada para a Aids. É preciso usar preservativo e procurar o médico, nunca a farmácia”, orientou.
Cartilha
Depois da pesquisa, Janeth Naves criou duas cartilhas: para balconistas e farmacêuticos. A Unesco repassou R$ 18 mil para a pesquisa, publicada numa revista científica. As farmácias foram novamente visitadas, para levantamento do perfil dos atendentes. A farmacêutica sugere que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discuta as práticas nas farmácias. “O fato de os balconistas receberem comissões colabora para a venda indiscriminada”, criticou. Ela defende também mais fiscalização.

 

 
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